MST mantém exigência de sacas
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quinta-feira, 27 de março de 1997
Lucinéia Parra Sucursal de Maringá 
QUERÊNCIA DO NORTE - José Eduardo Regine, 22 anos, da liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na região Noroeste, negou ontem que os acampados na fazenda Sonho Real estejam usando de violência ao proibir a entrada dos arrendatários na área, no município de Querência do Norte (113 quilômetros ao norte de Paranavaí). Os acampados proibiram a entrada dos arrendatários, que pretendiam colher uma lavoura de arroz. Os sem-terra invadiram a propriedade em agosto do ano passado.
Segundo Regine, os arrendatários não estão cumprindo o acordo feito na época da invasão. O representante do MST afirmou que os arrendatários se comprometeram a repassar 10 sacas de arroz por alqueire às famílias acampadas e ainda fariam o preparo da terra em 200 alqueires para os invasores trabalharem.
Eles aceitaram o acordo, só que agora eles estão colhendo mas não querem entregar as 10 sacas por alqueire. Além disso, a área que eles se comprometeram a preparar para nós está parada, diz Regine.
Segundo ele, há nove arrendatários na fazenda. Desses, cinco não querem cumprir o acordo. Os outros arrendatários estão do nosso lado. Regine afirma que tentou conversar duas vezes com os arrendatários, mas eles se negaram. Na terceira vez, nós fechamos a porteira para forçar eles a conversar com a gente.


