MST faz marcha pacífica em Curitiba
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sexta-feira, 25 de julho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Albari RosaPasseataManifestantes do MST se concentraram no início da tarde de ontem em frente ao Palácio Iguaçu e saíram em passeata até a Boca Maldita, no Centro de CuritibaO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ameaça fazer novas manifestações e passeatas em todo o Estado no segundo semestre, caso o governo não atenda as reivindicações feitas nos últimos dias. Ontem, uma manifestação na Boca Maldita, no Centro da cidade, marcou o encerramento da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, Emprego, Moradia e Justiça no Paraná.
A jornada reuniu desde segunda-feira cerca de 1,3 mil trabalhadores rurais sem-terra em Curitiba. A organização foi do MST, em conjunto com a Central de Movimentos Populares e Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O ato público na Boca Maldita contou com cerca de 1,8 mil pessoas, segundo informação dos líderes do movimento, e 500, de acordo com cálculo da polícia. Além de integrantes do MST, o evento contou com a presença de sindicalistas, representantes de associações de bairros e desempregados.
Albari RosaMobilizaçãoAto público na Boca Maldita reuniu cerca de 1,8 mil pessoas, segundo informação dos líderes do movimento, e 500, de acordo a polícia. Além de integrantes do MST, o protesto contou com a presença de sindicalistas, representantes de associações de bairros e desempregadosOs manifestantes se concentraram no início da tarde em frente ao Palácio Iguaçu e saíram em passeata até a Boca Maldita. A manifestação foi pacífica e, até o final da tarde, o Comando de Policiamento da Capital (CPC) não havia registrado nenhuma ocorrência.
Segundo o coordenador estadual do MST, Roberto Baggio, o balanço dos cinco dias de atividades em Curitiba foi positivo. Ganhamos a simpatia e o apoio popular e, a partir de agora, ficaremos vigilantes para cobrar o atendimento das promessas do governo. Será um segundo semestre de luta e mobilização, disse ele.
O movimento exige o assentamento de 9 mil famílias acampadas no Estado, a manutenção da atual equipe do Incra, o desarmamento das milícias dos latifundiários e afastamento dos policiais das áreas de conflito. O MST também aguarda a liberação de recursos para aplicação nos assentamentos e ampliação dos recursos destinados aos pequenos agricultores.
Com a jornada, o movimento conseguiu junto ao Incra a promessa de vistoriar 670 fazendas em 34 municípios paranaenses, além do cadastro das famílias assentadas.
Junto à Secretaria Estadual da Agricultura, o MST conseguiu a liberação de 100 mil toneladas de calcário, 10 mil sacas de semente de milho e 15 mil horas/máquinas.
O movimento vai apresentar ao Secretário da Casa Civil a relação dos assentamentos estaduais, para que sejam repassados ao Incra. Além disso, vai solicitar e indicar as áreas pertencentes ao Banestado, para que sejam destinadas a assentamentos.


