Os trabalhadores rurais sem terra iniciaram ontem de manhã um levantamento completo das pessoas que pertencem ao movimento. Depois do confronto com a Polícia Militar ocorrido na terça-feira, na BR-277, e que resultou na morte de Antônio Tavares Pereira, 16 pessoas ainda estariam desaparecidas.
Ontem, uma nova contagem teria baixado o número para dez. Por isso, um grupo que reuniu organizadores do Movimento dos Trabalhores Rurais Sem Terra (MST), deputados e advogados foi até o acampamento da Lapa, onde estão cerca de 200 pessoas, para fazer uma ‘‘chamada-geral’’ e conferir, nome a nome, quem estaria faltando.
Segundo o primeiro levantamento do MST de Curitiba, as pessoas que estariam desaparecidas teriam vindo das regiões de Palmital, Francisco Beltrão, Onório Serpa e Laranjeiras do Sul. O levantamento seria concluído até o final da tarde de ontem. Após essa ação, se constatado que existem mesmo pessoas desaparecidas, os sem-terra vão pedir para que a polícia faça buscas com urgência em toda região próxima de onde aconteceu o confronto.
No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, e no hospital de Campo Largo, 14 sem-terra ainda recebiam tratamento dos ferimentos ocasionados pelo choque com a PM. Destes, quatro ainda inspiram cuidados maiores e estão internados.

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