MST diz que sem recurso não encerra protesto
No terceiro dia de acampamento em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) diz estar satisfeito com o resultado já alcançado pelo protesto. Depois de uma reunião com dirigentes do Banco do Brasil, encontros com a Anistia Internacional e outros grupos ligados à defesa dos direitos humanos, os agricultores acreditam ter conseguido mobilizar a sociedade para a questão da violência no campo, principal objetivo político da manifestação.
A única coisa que ainda falta, diz Rovanir Noll, integrante do MST da região sudoeste do Paraná, é resolvermos a questão econômica. Precisamos plantar e não temos recursos. Sem eles não vamos sair daqui. Segundo Rovanir, a idéia é ficar em frente ao palácio até que seja marcada a reunião com o governador Jaime Lerner.
Desde segunda eles só foram ouvidos por representantes do governo. Mas o que pedem é uma audiência com o próprio governador para que, através dele, consigam ainda uma outra audiência, desta vez com o Presidente da República. São eles mesmos que vão decidir o tempo que nós vamos ficar aqui, garante o representante do movimento.
Hoje os líderes do movimento deverão se reunir novamente com representantes do Banco do Brasil para cobrar uma posição sobre o dinheiro do programa Procera. A reunião está marcada para as 15 horas. O que nós queremos saber, explica Rovanir , é onde foram parar os R$ 3,5 milhões que já tinham sido contratados pelo Incra e que foram simplesmente bloqueados, diz.Albari RosaManifestantes estão há três dias acampados em frente ao Palácio IguaçuVivian de Albuquerque





