‘‘Está ficando difícil negociar com o MST por conta destas invasões irresponsáveis’’. A declaração é do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Petrus Imile Ab-Abib. Ele afirmou que a declaração de membros do MST de que o Incra orienta invasões no Estado é leviana. ‘‘O Incra não comunga com isso. Repudiamos toda forma de invasão’’, ressaltou.
Petrus disse que a Fazenda Jacutinga, em Porecatu, deve ter o laudo de produtividade divulgado nos próximos dias. ‘‘Os primeiros resultados extra-oficiais indicam que ela é produtiva’’, afirmou. A reocupação da Jacutinga impede que o Incra conduza o processo de forma racional. ‘‘Os direitos têm que ser respeitados. É inadmissível que insistam em invadir terras’’, declacou.
Petrus disse que o MST, ao invés de invadir terras, deveria provar para a sociedade que estão transformando áreas improdutivas em produtivas. ‘‘Ele (MST) usa de invasão de terras para evitar que o governo tenha capacidade de fiscalizar os projetos de assentamentos para saber se estão realmente trabalhando neles’’, acusou. Da invasão da Fazenda Santa Maria, em Jaguapitã, anunciou que o Incra não vai participar de nenhuma negociação.
Petrus disse que o Incra, juntamente com a Secretaria de Estado da Segurança Pública trabalha num projeto para detectar todos que estão invadindo terras. A meta é identificar pessoas que já têm o título da reforma agrária e engrossam as invasões. Estas pessoas perderão o título e não serão reassentadas.
Sobre os números da União Democrática Ruralista (UDR), de que no Estado há 172 áreas invadidas, Petrus Ab-Abib salientou que entre 97 e 98 houve 130 desapropriações e que 26 áreas foram desocupadas pacificamente. Este ano mais quatro áreas receberam decreto. ‘‘A UDR esquece de subtrair as áreas que já foram equacionadas’’.

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