MST decide apresentar os acusados
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terça-feira, 27 de maio de 1997
Da Redação 
O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) decidiu ontem apresentar à polícia as 20 pessoas que estão sendo acusadas pela polícia pela morte do segurança José Lopes de Oliveira - conhecido por Django e acusado de ser pistoleiro profissional.
Oliveira foi morto com um tiro de revólver na cabeça, dentro da casa do administrador da fazenda Borborema, em Tamarana (60 km ao sul de Londrina), durante a invasão de líderes e pessoas ligadas ao MST.
Um dos coordenadores regionais do movimento, Renato Reinehr, disse ontem à Folha, após reunião de representantes do MST e seus advogados, que o grupo só deve começar a se apresentar a partir de segunda-feira. Temos que contatar essas pessoas, justificou.
Segundo ele, hoje mesmo as 20 pessoas devem começar a ser localizadas e informadas da decisão. Os 20 sem-terra que participaram do cerco à casa onde ocorreu o crime foram identificados através de imagens registradas por uma equipe de reportagem. Os nomes estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações.
Dos acusados pelo crime, apenas o diretor regional do MST, Josmar Choptian, foi ouvido pelo delegado, no dia 9 deste mês. Porém, um estudo do Instituto de Criminalística de Londrina - utilizando imagens da TV Londrina feitas no local - demonstra que Choptian não estava na casa do administrador da fazenda e por isso não poderia ter participado diretamente do crime. O confronto de imagens conseguiu identificar cinco pessoas como principais acusadas pela morte de Django. Nenhuma delas prestou depoimento.
O delegado do 4º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, que preside as investigações, vai pedir hoje mais 30 dias do prazo para conclusão do inquérito que apura a morte de Django. O delegado disse que, caso os envolvidos não se apresentem hoje, irá automaticamente representar pela prisão preventiva dos envolvidos.


