MST ameaça invadir áreas liberadas pela Polícia Militar
Caso o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não cumpra suas promessas, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) garante que voltará a ocupar as áreas de onde foram despejados. De acordo com José Damaceno, coordenador estadual do MST, o processo para aquisição de ambas já está adiantado, faltando apenas boa vontade política.
Para se livrar de futuras cobranças, o superintendente do Incra no Paraná, José Carlos Araújo Vieira, vinculou a realização de seus projetos à parceria com o Estado e municípios. Isso quer dizer assistência médica, infra-estrutura elétrica e rodoviária, educação e saneamento básico. Para financiar esses gastos, existe verba federal disponibilizada pelo Banco da Terra e Banco Mundial.
Em cada município, o órgão incumbido de administrar o dinheiro é o Conselho Municipal da Terra, que é composto por representantes da prefeitura, Câmara de Vereadores e diversas entidades civis ligadas ao assunto. Como resposta ao convite de participação no grupo, Damaceno disse que a reforma agrária é dever do governo e que o MST não vai se responsabilizar por um problema do qual é vítima.
No momento, o INCRA e o Banco da Terra avaliam 32 propriedades passíveis de reforma agrária na região norte, duas delas na comunidade de São Benedito, distrito de Jaguapitã. Até o final do ano, Vieira disse que pretende assentar três mil famílias no Estado. (B.R)





