MST adia chegada da marcha à capital
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de setembro de 1997
Lucinéia Parra 
Maringá
Os sem-terra que participam da marcha até Curitiba decidiram parar no maior número de cidades possível durante o trajeto. Eles haviam programado chegar em Curitiba entre os dias 15 e 21 de outubro, mas agora afirmam que não estão mais preocupados com a data. O objetivo é divulgar as causas do MST e conseguir apoio da sociedade.
Desde que saíram de Paranavaí, segunda-feira, os cerca de 150 trabalhadores sem terra param em uma cidade para almoçar e dormem em outra cidade. Em cada cidade, eles percorrem a principal avenida e usam alto-falante para criticar o governo do Paraná pelas prisões de líderes do MST e falar sobre a necessidade da reforma agrária urgente.
Ontem, eles saíram de Maringá por volta das 8h30 e pararam em Sarandi para almoçar. Às 14 horas, continuaram a caminhada até Marialva (a 17 quilômetros de Maringá), onde deveriam dormir no salão paroquial. A previsão inicial dos sem-terra era pernoitar em Mandaguari (a 30 quilômetros de Maringá).
Antes de deixar Maringá, os sem-terra conversaram com o reitor da UEM, Luiz Antonio de Souza. Em Sarandi, foram recebidos pelos vereadores e pelo prefeito, Júlio Bifon. Um grupo também foi às escolas falar para turmas de 6ª e 7ª série sobre o MST e sobre o objetivo da marcha.
Segundo Nildemar da Silva, um dos coordenadores do MST na região de Querência do Norte, os sem-terra estão recebendo demonstrações de apoio na maioria das cidades e por isso, os coordenadores decidiram aumentar a permanência do grupo em determinados municípios. A expectativa, segundo Silva, é que os sem-terra cheguem em Apucarana amanhã.


