Correspondente
PONTA GROSSA - Em entrevista coletiva, na tarde de ontem, o Movimento dos Sem-Terra acusou o prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (PSDB), de não honrar um compromisso firmado na semana passada, quando concordou com a realização do movimento ‘‘Grito da Terra’’ no Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas, centro da cidade. Na última quarta-feira Jocelito Canto expediu nota oficial negando-se a ceder qualquer espaço público no anel central de Ponta Grossa para a realização do Grito da Terra.
De acordo com Domingos Mangrichi, da coordenação regional do MST no Sul do Paraná, desautorizando a realização do evento no Complexo Ambiental, o prefeito Jocelito Canto ‘‘não honrou com sua palavra’’. Disse, que na reunião da última sexta-feira, quando foi foi firmado um acordo verbal para a cessão do local, Jocelito Canto declarou o apoio da administração municipal, colocando o Complexo Ambiental a disposição dos manifestantes.
Apesar de o prefeito ter voltado atrás com relação ao local de realização do Grito da Terra, Domingos garante que a manifestação irá acontecer em Ponta Grossa no próximo mês. Com relação ao local, o líder do MST disse que a coordenação do evento pode até arrumar outro, ‘‘mas a princípio a manifestação deve acontecer no Complexo Ambiental, mesmo contra a vontade do prefeito’’.
O chefe de gabinete da prefeitura municipal, Pedro Sebastião, respondeu a acusação do MST dizendo que o prefeito Jocelito Canto em momento algum concordou com a realização do Grito da Terra no Complexo Ambiental. Segundo Pedro Sebastião, na reunião de sexta-feira o prefeito teria se prontificado a analisar o pedido do MST. Depois disso a prefeitura entrou em contato com os órgãos responsáveis pela segurança de Ponta Grossa e foi orientado a não autorizar qualquer manifestação no centro da cidade, disse Pedro Sebastião.

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