MS realiza testes com sangue seco
Curitiba O Ministério da Saúde (MS) quer incluir metodologias mais modernas para agilizar e aumentar as opções de exames para diagnóstico da infecção pelo HIV em laboratórios das redes pública e privada. Outra medida será abrir a possibilidade de se realizar testes com o sangue seco coletado em papel-filtro. O método tem a vantagem de armazenar a amostra de sangue por até 12 semanas sem refrigeração, dispensando a necessidade de transporte especializado e reduz os custos dos exames, já que o material pode ser enviado pelo correio de locais onde não há capacidade laboratorial para esse fim.
Segundo a assessoria de imprensa do Departamento de DST e Aids do MS, tecnicamente, as amostras de sangue seco não são consideradas biologicamente infecciosas, facilitando o manuseio e transporte. Para atualizar as normas da realização dos testes anti-HIV, o MS vai publicar uma nova portaria, cujo conteúdo está sendo submetido à consulta pública até o dia 22 de julho (www.aids.gov.br/consultapublica2009), que vai substituir a atual em vigor desde de 2003. O teste com papel-filtro passa por validação em Caxias do Sul (RS).
O desempenho do teste rápido, inclusive, foi validado e aprovado num estudo realizado em Curitiba, em 2005, promovido pelo MS/ Departamento de DST e Aids e o Centers for Disease Control and Prevention (EUA). No estudo em Curitiba foram coletadas 400 amostras num Centro de Triagem e Aconselhamento, 500 amostras de gestantes e 200 amostras de indíviduos sabidamente positivos para o HIV (população controle). Foram utilizadas sete marcas diferentes de testes rápidos, das quais, duas produzidas no Brasil. Os resultados foram comparados com os obtidos com os testes tradicionais.
A ideia, segundo o Departamento de DST e Aids, não é susbtituir o teste rápido e o exame convencional pelo papel-filtro, mas aumentar o leque de opções de testes anti-HIV para atender as diferentes realidades no país. (F.G.)





