Curitiba será uma das cinco cidades brasileiras a integrar, a partir de hoje, um projeto-piloto do Ministério da Saúde para o controle do câncer de útero. Além da capital paranaense, os municípios de Belém, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal, deverão realizar, nos próximos dois anos, pelo menos um exame em cem mil mulheres em idade fértil, cada um. O lançamento do projeto será feito hoje, no Rio de Janeiro, pelo ministro interino da Saúde, Carlos Seixas, em função do Dia Nacional de Combate ao Câncer.
‘‘Curitiba tem um índice de cobertura de preventivos de câncer de colo de útero considerado razoável em relação a outras capitais do País’’, assegura o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho. Na cidade existem 130 mil mulheres em idade fértil e a cobertura atinge 40% desse total.
Segundo Baracho, os números ainda não são ideais e devem ser ampliados de acordo com os resultados do projeto. ‘‘A intenção do Ministério da Saúde é reduzir a mortalidade provocada por câncer de colo de útero, estendendo o programa que foi idealizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) a todas as cidades brasileiras, na medida em que forem ajustadas as etapas do projeto-piloto.
Ainda dentro do programa, a Secretaria Municipal da Saúde deverá começar a fazer nos próximo dias cirurgia para extração de tumores de colo uterino. Os procedimentos, realizados por médicos da Unidade de Saúde da Mulher, serão feitos com a ajuda de dois aparelhos chamados ‘‘alças diatérmicas’’, cedidas em comodato à Prefeitura de Curitiba pelo Ministério da Saúde. Até então, esse tipo de tratamento era feito unicamente em hospitais, a um custo de R$ 400,00.
Segundo o secretário municipal da Saúde, a unidade está sendo equipada para realizar até três cirurgias por dia. ‘‘A nossa expectativa é de promover um tipo de atendimento que garanta a cura nos estágios iniciais da doença sem precisar internar as pacientes’’, disse. Em 1994, o câncer de colo uterino foi a segunda causa de mortalidade feminina por neoplasias, com 57 mortes.
A consultoria para realização das cirurgias é prestada pelo Care Cancer Internacional (CCI), instituição canadense ligada à Fundação Ontário, que está auxiliando o Inca no projeto colocado em prática no Brasil.

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