Brasília - A empresária Cidália Perfeito, de 65 anos, sabe que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe começa no próximo dia 22. Mas ela conta que ainda não decidiu se vai comparecer à unidade básica de saúde para receber a dose. "A gente tem uma família grande, as minhas irmãs têm mais de 60 anos e todas tomam a vacina, menos eu, por princípio e talvez receio mesmo", comenta a empresária. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, não há motivos para qualquer tipo de preocupação. Ele garante que a vacina é segura e não provoca a gripe.
"A vacina de influenza não provoca a gripe. Isso também é uma lenda urbana associada à vacina. É impossível que ela produza gripe", afirma Barbosa. "Nós temos vários outros vírus que causam sintomas respiratórios. Então, às vezes a pessoa toma a vacina contra influenza e está protegida contra gripe, mas dez dias depois entra em contato com vírus sincicial respiratório, ou mesmo a outra cepa da influenza e pode ter, mas nada relacionado com a vacina", acrescenta.
O secretário de Vigilância em Saúde explica também que apenas pessoas com alergia a ovo devem conversar com um médico para saber se podem tomar a vacina contra a gripe. "A grande maioria das reações adversas é leve, só pessoas que têm alergia severa a ovo, que é uma alergia relativamente rara, mas é muito pouco provável que a pessoa não saiba, já que ovo é muito disseminado. Pessoas que têm alergia a ovo devem conversar com o médico para ver se compensa usar a vacina ou não. Na unidade de saúde que ela vai pode conversar com o profissional, relatar e ser bem orientada", destaca.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa em 22 de abril e vai até o dia 9 de maio. As doses vão estar disponíveis nos 65 mil postos de imunização do país. A meta do Ministério da Saúde é vacinar mais de 49 milhões de pessoas.

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