O Brasil dará início à produção em larga escala de mosquito transgênico que será utilizado para o combate à dengue. Na semana passada, em Juazeiro (BA) foi inaugurada uma fábrica de produção do mosquito da dengue estéril.
Com 720 m2 de área, a unidade fabril vai confeccionar em larga escala do macho do Aedes Aegypti geneticamente modificado. A produção do mosquito transgênico será supervisionada pelo Ministério da Saúde. ''Nossa expectativa é ter esse tipo de tecnologia agrupada a outras para controlar a dengue , com isso conseguiremos melhorar o diagnóstico e o tratamento. Para isso, é preciso apostar em novas tecnologias'', ressaltou o ministro da Saúdade, Alexandre Padilha, à Agência Saúde.
A unidade fabril é um braço da empresa pública Moscamed, biofábrica criada em 2005 e subsidiada pelo Ministério da Agricultura e pelo governo da Bahia. Estes mosquitos, liberados no ambiente em quantidade duas vezes maior do que os mosquitos não-estéreis, vão atrair as fêmeas para cópula, mas sua prole não será capaz de atingir a fase adulta, o que deve reduzir a população de Aedes a tal nível que controle a transmissão da dengue.
Inicialmente, os insetos serão liberados no município baiano de Jacobina. Com a experiência em Jacobina, uma cidade de médio porte, será possível mensurar a redução da doença na população. A partir dos resultados, o governo poderá expandir a estratégia para todo o país e, dentro de alguns anos, incorporá-la ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos mecanismos de combate à doença. Os estudos para mensurar o impacto em termos de redução da dengue levam pelo menos cinco anos, de acordo com o National Institute of Health (órgão equivalente ao Ministério da Saúde americano).
No primeiro semestre de 2012, foram registrados 431.194 casos de dengue no País. A Região Sudeste tem o maior número de casos (182.895), seguida da Nordeste (168.935), Centro-Oeste (43.228); Norte (31.927), e Sul (4.209).

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