MS amplia faixa etária para vacinação
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sexta-feira, 06 de janeiro de 2012
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
A partir deste ano o Ministério da Saúde ampliou o público alvo da vacinação contra hepatite B de 24 para 29 anos. No Paraná este protocolo já é seguido desde o início de 2011. Conforme a diretora de Epidemiologia da secretaria municipal de Saúde, Sandra Caldeira, a preocupação se dá porque a doença é grave, silenciosa e altamente transmissível. ''A pessoa só vai ter algum sintoma quando tiver um agravo da doença'', disse. Entre as complicações que o portador de hepatite B pode ter estão cirrose e câncer de fígado. Cerca de 70% dos adultos expostos ao vírus da hepatite B não apresentam sintomas e somente 30% apresentam os sintomas da forma aguda.
Como esta é uma doença silenciosa, geralmente é detectada por conta da doação de sangue. As formas de transmissão são variadas, pode ser da mãe para o bebê, via sexual e via sanguínea. ''Agulha e instrumentos como alicate de unha, lâmina de barbear e escova de dentes podem servir como fontes de contaminação, já que o vírus é resistente e consegue sobreviver por várias horas no ambiente'', afirmou.
A gerente disse que, por mais que exista uma orientação, poucas pessoas se preocupam com a doença. ''O uso do preservativo é uma forma de prevenção'', lembrou. Segundo ela, atualmente todas as crianças que nascem em Londrina recebem a primeira dose da vacina; a segunda dose é dada após 30 dias e a última após seis meses. ''Temos uma cobertura muito boa para crianças com até dez anos de idade. Já com o público dos dez aos 20 anos é mais difícil'', declarou, afirmando que os adolescentes e jovens procuram pouco as Unidades Básicas de Saúde.
Conforme informações da secretaria estadual de Saúde, no Paraná foram registrados 1.477 casos da doença em 2010 e 1.280 casos em 2011. A 17 Regional de Saúde, que atende Londrina e outros municípios da região, registrou 94 casos em 2010 e 62 casos em 2011. ''É considerado pouco mas esta é só a ponta do iceberg. A maioria das pessoas que tem a doença não sabe'', disse Sandra. Exames de sangue que diagnosticam a doença podem ser feitos na UBS, mas para isso é necessário passar por uma consulta médica.
O SUS oferece a vacina para hepatite B para grupos mais vulneráveis, independentes de faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais, doadores de sangue e coletores de lixo domiciliar e hospitalar.
Em 2009, foram confirmados 14.601 casos da doença no país. De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a frequência pode ser considerada baixa no Brasil. Pesquisa feita pelo MS estima que 800 mil brasileiros estejam contaminados pelo vírus B.


