MPF vai acompanhar greve no HC
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terça-feira, 31 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Ministério Público Federal (MPF) convocou ontem os servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para explicar os motivos da greve iniciada anteontem. A procuradora federal Antonia Lélia Neves Sanches Krueger orientou aos grevistas para que não prejudicassem o atendimento emergencial e de urgência do HC, considerado o maior hospital universitário do Paraná e que atende demanda emergencial de todo o Estado e de Santa Catarina.
Os servidores se comprometeram a manter todos os atendimentos emergenciais. Ontem, no segundo dia de greve, 38 funcionários faltaram ao trabalho. Com relação ao primeiro dia de greve, a paralisação teve a adesão aumentada em 35%. Entretanto, o índice representa apenas 1,9% do total de servidores do HC. O setor com a maior adesão à greve foi o centro cirúrgico onde situação, apesar de ser considerada crítica, ainda está sob controle. Nenhuma das 50 cirurgias realizadas diariamente precisou ser cancelada ou adiada.
Também faltaram servidores da lavanderia, nutrição e internação. A assessoria de imprensa do HC garante que todas as consultas estão sendo atendidas normalmente, apesar da greve. Diariamente, o hospital universitário realiza dois mil procedimentos e tem capacidade para internar 635 pessoas. O presidente do Sindicato dos Funcionários de Instituições Superiores Públicas do Paraná (Sinditest), Moacir Freitas, acredita que o movimento engrosse a cada dia.
Os funcionários do HC paralisaram as atividades para reforçar a greve nacional da categoria iniciada no dia 26 de junho. Entre as reivindicações, está a readequação promocional dos funcionários públicos. O governo federal já sinalizou com o envio ainda este mês do projeto para o Congresso Nacional. No entanto, os servidores técnico-administrativos, que aceitaram a proposta do governo, só retornam ao trabalho depois que o projeto de lei for efetivamente encaminhado para votação em regime de urgência para os parlamentares.
O plano de carreiras da categoria não dá ganhos financeiros num primeiro momento, apenas faz uma readequação dos cargos. Em janeiro de 2006, as gratificações serão incorporadas nos salários. O MP federal marcou uma nova reunião com os servidores do HC na próxima sexta-feira, dia 10, depois do feriado. Nesta reunião, serão elencadas as denúncias dos servidores contra a administração local do hospital e as resoluções conseguidas com a mediação da procuradora federal.


