Foz do Iguaçu O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar o aumento do preço do ingresso do Parque Nacional do Iguaçu e a cobrança diferenciada da entrada, em Foz do Iguaçu. A tarifa única deve ser desmembrada e subir 137% para os estrangeiros e 63% para os brasileiros.
O valor do bilhete passaria de R$ 8,00 para, respectivamente, R$ 13,00 e R$ 19,00. O passe comunidade (desconto oferecido aos moradores dos municípios vizinhos à reserva) passaria de R$ 3,00 para R$ 4,00. Já o preço do estacionamento deve continuar R$ 6,50. Ontem, o procurador da República Robson Martins disse à Folha que a tabela diferenciada fere o artigo quinto da Constituição Federal, que trata da isonomia entre brasileiros e estrangeiros. Ele explica que todos têm direitos iguais perante a lei, inclusive nos preços de prestação de serviços.
Martins solicitou as planilhas de custos, de arrecadação e distribuição dos valores entre o Ibama e a concessionária. ''Queremos saber o porquê desse aumento'', completou o procurador, frisando que a empresa tem 10 dias para responder o ofício.
A recomposição depende de uma portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela é aguardada pela concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., administradora do parque, que acredita que a medida pode ser oficializada por Brasília até o fim deste ano.
Enquanto isso não acontece, o trade turístico iguaçuense demonstra preocupação com os reflexos do acréscimo. As agências dizem necessitar de tempo para comunicar suas empresas parceiras no exterior. Do contrário, teriam que custear a diferença dos pacotes de viagens já vendidos.
O reajuste, se concretizado, virá numa época de crise na cidade. O número de visitantes nas Cataratas de janeiro a outubro deste ano caiu 16% em relação ao mesmo período de 2001.

mockup