Foz do Iguaçu - O Ministério Público Federal (MPF) arquivou investigação sobre os supostos danos à saúde de moradores do bairro Cidade Nova, em Foz do Iguaçu. O MPF considerou improcedente, por falta de provas, as denúncias que doenças seriam provocadas por radiação das linhas de transmissão de energia da Itaipu Binacional.
O processo administrativo foi arquivado pelo procurador da República Alexandre Halfen da Porciúncula neste mês. Laudo pericial, baseado num estudo feito pelo Comitê Sobre Possíveis Efeitos de Campos Eletromagnéticos Sobre Seres Vivos, da National Academy of Sciences dos Estados Unidos, garante que as linhas de transmissão são seguras.
O caso também é investigado pelo Ministério Público Estadual desde fevereiro de 2000. Além de pareceres técnicos, a promotoria trabalha com base numa ação semelhante impetrada por moradores de São José do Rio Preto (SP) contra a Companhia Paulista de Força e Luz.
O procedimento do Ministério Públcio Estadual está sob responsabilidade do promotor Luiz Francisco Barleta Marchioratto. Ontem, ele disse à Folha não ter informações atualizadas sobre o processo. ''Faz tempo que não mexo nele'', afirmou, prometendo consultar os autos.
O processo apura a impacto sob parte das casas do conjunto residencial, que está localizado a distância média de 50 metros das torres das Furnas Centrais Elétricas, por onde passam 11,5 mil megawatts em cabos metálicos. As linhas estão distantes 15 metros do solo.
De novembro de 1997 a abril de 2002, a área foi ocupada por 74 famílias da Vila Rural de Foz. Reclamações contra o campo magnético e às restrições ao plantio levaram o Governo do Paraná à transferir os agricultores para outra área. As casas próximas ao linhão foram reaproveitadas.
Acusações dos antigos moradores atribuem o surgimento de manchas na pele, dores de cabeça, perda de cabelo e tonturas ao campo magnético. São essas as denúncias não comprovadas por especialistas consultados pelo Ministério Público Federal.

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