MP vai processar quem despejar esgoto em rio
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A Vigilância Sanitária anunciou que irá iniciar nos próximos dias um processo de fiscalização em residências e empresas localizadas nas proximidades do Rio das Antas, em Cascavel, para detectar o despejo clandestino de esgoto. Os imóveis em situação irregular serão autuados e o Ministério Público vai processar os proprietários que não cessarem imediatamente o despejo de esgoto.
A medida integra o projeto de recuperação do rio, desenvolvido em conjunto pela Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Prefeitura de Cascavel, Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os pontos críticos de despejo clandestino de esgoto foram identificados pela Unioeste, que dividiu o trecho urbano do leito do rio em três áreas. Nas regiões do Hospital Nossa Senhora da Salete e do Bairro Country, a situação é mais preocupante, já que várias residências despejam o esgoto diretamente no rio.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Ângelo Ferreira, ressalta que a Vigilância Sanitária tem poder de polícia para entrar nas residências e empresas e promover a vistoria sem a necessidade de mandado judicial. Ângelo Ferreira observa que o problema é agravado pela falta de rede coletora de esgoto naquela região da cidade. Ele acrescenta que não sendo possível ligar as residências ao sistema de esgoto pode-se optar por uma rede secundária ou mesmo por fossas com bombeamento temporário.
Além da questão do esgoto clandestino, outro problema do Rio das Antas é o acúmulo de lixo domiciliar em toda sua extensão. Por causa da poluição, alguns afluentes e nascentes que o abasteciam estão praticamente sem vida.


