O Ministério Público Estadual pretende apurar as causas da contaminação da água da barragem do Iraí – represa que abastece 1 milhão de habitantes de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba. O promotor do Meio Ambiente, Saint Clair Honorato Santos disse que a instituição deve abrir procedimento investigativo para verificar o que alterou o gosto e o cheiro da água, durante esta semana.
A intenção é fazer uma avaliação da mesma forma que está sendo realizada na represa do Passaúna, onde há pouco mais de dois meses caso similar aconteceu. O Ministério Público deve iniciar as apurações na próxima semana. A intenção da promotoria é ter certeza que a ‘‘nuvem de algas’’, que forma uma camada verde na superfície do reservatório do Iraí, não é tóxica.
De acordo com a doutora em algas Thelma Veiga Ludwig, professora do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a espécie de alga encontrada nos reservatórios da Sanepar (cianobactéria) apenas altera o gosto e o cheiro do produto, mas não é tóxica.
A professora explicou que a superpopulação de algas é resultado de ambientes ricos em nutrientes. Para controlar as superpopulações é preciso que a Sanepar combata as fontes desses nutrientes.

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