O Ministério Público Federal (MP) assumiu as investigações de 61 Organizações Não-Governamentais (ONGs) financiadoras de projetos em prefeituras e entidades filantrópicas de todo o País. Entre os mais de 600 contratos, solicitações e liberações, está um termo de doação no valor de US$ 110 milhões, dinheiro que destinado à Prefeitura de Arapongas.
Os documentos estavam nas mãos da diretora de Fiscalização do Banco Central (BC), Tereza Grossi, e foram repassados anteontem à Procuradoria da República, em Brasília, depois da repercussão de uma reportagem publicada pelo Jornal do Brasil (JB) na última terça-feira, onde somente uma ONG canadense -a Country Squire Internacional Corporation- estaria direcionando investimentos ao Brasil que totalizariam US$ 840 milhões. Entre os representantes da empresa no País estariam o pastor Osni Ferreira e a filha Sarah Ferreira Jacomini, ambos londrinenses. Ferreira negou que fosse ''representante da Região Sul'', ao contrário do que aponta o endereço da Country na Internet. O site (www.countrysquire.to) indica Sarah e o pai como contatos em Londrina. O motivo apresentado pela diretora do BC para transferir as investigações para o MP foram os ''altos valores apontados nos documentos''.
Um dos casos que serão investigados em Brasília (a distribuição ainda não definiu qual será o procurador federal responsável pelo caso) é a proposta de repasse de cerca de US$ 110 milhões à Prefeitura de Arapongas. O prefeito da cidade, José Aparecido Bisca, confirmou ter sido contactado pela Sarah e que buscou informações sobre a empresa canadense junto ao BC. Bisca pretende agora enviar ao país sede da ONG uma pessoal especialista em relações internacionais e assuntos financeiros, na tentativa verificar se os repasses a fundo perdido são ''legais e reais''.
O BC suspeita que as doações funcionem como ''lavanderia'' de dinheiro proveniente de organizações criminosas.

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