A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente solicitou a instauração de inquérito policial para apurar responsabilidades pela descarga de cloro que poluiu o lago do Parque Arthur Thomas na semana passada. O Ministério Público aguarda somente o resultado da análise da água coletada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). A promotora Luciana Ribeiro Lepri Moreira está preparando uma ação cível pública para reparação do dano, de acordo com o artigo 54 da lei de crimes ambientais.
Porém, segundo ela, o despejo de cloro no lago foi pequeno comparado a outros problemas verificados dentro do parque. Entre eles, o assoreamento do lago e do córrego Cambezinho. ‘‘Temos que fazer um trabalho muito grande que não depende só da promotoria, mas também da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e de conscientização ambiental da população.’’
A promotora afirmou que o problema é antigo e que a AMA não tem controle da situação. ‘‘Quem fiscaliza despejo clandestino nas bocas-de-lobo? Se houvessem técnicos em número suficiente e com ação efetiva por parte da AMA, não estaríamos com esta situação’’, disse.
A AMA e o IAP passaram o final de semana investigando a origem do vazamento de cloro no Ribeirão Guarujá. A diretora técnica da autarquia, Sílvia Saadjian, disse ontem no final da tarde que já existe uma empresa suspeita de ser a responsável pela descarga do produto. Os técnicos passaram o dia investigando uma denúncia anônima. A autuação e divulgação do nome da empresa deverão ser feitas hoje.

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