A audiência na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente para apresentação de um projeto de destinação final dos resíduos industriais da fábrica de baterias Reifor foi marcada para o próximo dia 14. A audiência é um dos desdobramentos da acusação levada à promotoria de que a fábrica mantém resíduos industriais armazenados de forma incorreta num sítio localizado na estrada Coroados, a 6 km do centro de Londrina.
Até que seja concretizado o projeto definitivo, a promotoria determinou à fábrica que faça o cobrimento da área com lona, drenagem das águas pluviais, sinalização intensa do local para evitar a entrada de pessoas, entre outras providências. Caso as determinações não sejam cumpridas, a Reifor terá de pagar uma multa de R$ 4 mil/dia.
A promotora do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, informou ontem que irá solicitar ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ou Universidade Estadual de Londrina (UEL), a realização de análise do solo da área para detectar possível contaminação.
Ontem, a vereadora Elza Correia (sem partido) esteve na promotoria para saber da possibilidade de a promotora já tentar resolver a questão da indenização da garota Lilian Pereira, que sofreu contaminação por chumbo em 1995. A família da menina morava no sítio e foi obrigada a abandonar o local.
Uma ação solicitando indenização de R$ 124 mil à menina está tramitando na 9ª Vara Cível. Segundo a promotora, o pedido da vereadora para se tentar chegar a um acordo na audiência do dia 14 será analisado. Maria Lúcia informou que também solicitará um levantamento ao Hospital Universitário para saber se há outros casos de contaminação de pessoas pelos resíduos da Reifor.

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