MP vai analisar projeto de aterro de resíduos proposto pela Reifor
O projeto de aterro de resíduo industrial perigoso da fábrica de baterias Reifor, de Londrina, será analisado por técnicos do Ministério Público até o dia 16 de junho. O projeto, que prevê a instalação de dois tanques com capacidade de 30 mil metros cúbicos de resíduos, foi apresentado ontem à tarde à promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reinchenbach, pelos representantes da empresa.
Com custo previsto de R$ 200 mil, o aterro será instalado em uma propriedade localizada na estrada Coroados, na zona sul. Na área já estão armazenados de forma incorreta cerca de 10 mil metros cúbicos de resíduos. O engenheiro consultor da Reifor, Adelmo Perozin, explicou que os tanques serão cobertos com uma gelmembrana de petroquímica - uma lona plástica de alta resistência própria para este tipo de resíduo.
O projeto, além de ser analisado por técnicos da promotoria, passará também pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O IAP poderá sugerir modificações ou complementos para que o projeto seja o melhor possível, informa o engenheiro de fiscalização do órgão, Nelson Santos Pereira.
Nova reunião para avaliar o projeto foi marcada para o dia 21 de junho, na promotoria. Se for aprovado e com recursos, o aterro poderá ser instalado em seis meses, segundo Adelmo Perozin. Ele informa que para colocar o projeto em prática, a empresa buscará financiamento junto a instituições que trabalham na área ambiental.
Participou também da reunião Bernardete Pereira, mãe de Lilian, que sofreu contaminação do chumbo em 1995. A família morava na propriedade onde a Reifor estocava os resíduos e move ação de indenização, que corre na 9ª Vara Cível. O advogado da família, Marcelo Leal, informa que entrará em contato com o advogado da Reifor, Braulino Pereira, para tentar chegar a um acordo o mais rápido possível. A vereadora Elza Correia (sem partido) também esteve presente.Mario CesarRepresentantes da Reifor, do IAP, e mãe de vítima, na promotoriaLucilia Okamura





