O Ministério Público de Foz do Iguaçu mandou suspender a merenda escolar, que é fornecida pela Fundepar (Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná) ao Colégio Arnaldo Busato, no bairro de Três Lagoas. A vigilância sanitária recolheu amostras da merenda que foram encaminhadas ao Laboratório Central do Estado, que testará a qualidade dos produtos. Dependendo do resultado das análises, toda merenda da rede estadual de ensino em Foz poderá ter o fornecimento suspenso. Entre os produtos suspensos estão o feijão e a batata pré-cozidos e embalados a vácuo e a carne enlatada.
O promotor Sidnei Mainardes Júnior enviou ofícios de notificação à Vigilância Sanitária, ao Núcleo Regional de Ensino e à Fundepar para que providências sejam tomadas. ‘‘O MP pediu informações e está aguardando um ofício com as respostas. Se alguma irregularidade for constatada, iremos apurar as responsabilidades’’, disse.
Segundo a chefe do Núcleo Regional de Ensino, Elzile Bonassina, a determinação do promotor será respeitada. A Folha entrou em contato com a nutricionista da Fundepar em Curitiba, Marcia Cristina Stolarski. Ela disse que a merenda fornecida passa por um controle de qualidade no Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos da Universidade Federal do Paraná (CEPPA). Segundo Marcia Cristina, a Vigilância Sanitária de Foz já constatou que não houve intoxicação causada pelos alimentos. ‘‘Estamos enviando hoje (ontem) o ofício de resposta ao promotor’’, disse.
Para Marcia, o número de crianças que tiveram problema com a merenda é muito pequeno. ‘‘Para ficar caracterizada a intoxicação, os sintomas teriam que se manifestar no mesmo período e num número maior de crianças’’, explicou. Ela acredita que houve um problema de adaptação já que, antes, a merenda era fornecida pela Secretaria Municipal de Foz.
Segundo Paulo Guerra, chefe da Divisão de Alimentos da Secretaria do Estado da Sa© úde, em Curitiba, se as análises constatarem algum problema o lote de merenda será interditado. O resultado dos exames saem em 12 dias. Funcionárias do colégio disseram que vários alunos, principalmente os do turno intermediário (11h15 às 14h30), sofriam com cólicas intestinais e dores de estômago. Os alunos eram medicados com chá de boldo.

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