MP sugere redução do número de internos
O Dease informou, por e-mail, que a defasagem de educadores sociais será normalizada este ano. Em 2015, foram nomeados 17 e mais cinco devem ser chamados no primeiro semestre. Em relação aos profissionais para atender adolescentes com problemas mentais, o departamento disse que a unidade conta com um psiquiatra, que também atende o Cense 1, um terapeuta ocupacional e três psicólogos.
Segundo o órgão, o contrato de reforma da unidade terminou em 2015, com a conclusão de 75% dos serviços licitados. "Está prevista para o começo deste ano a revisão na cobertura para correção das infiltrações e um novo levantamento de demandas na unidade para posterior procedimento contratual para solução destes problemas", adianta o Dease.
Sobre a falta de equipamento, o departamento informou que há previsão de abertura de licitação para aquisição de materiais de segurança. Em relação à substituição de camas, a situação será analisada pela engenharia, em um projeto que será elaborado em março.
O promotor Marcelo Briso Machado, da Promotoria de Justiça Infracional Juvenil de Londrina, afirmou que está ciente do deficit de profissionais na unidade e que, nas últimas semanas, esteve reunido com representantes da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humano. "O governo está fazendo movimentações no sentido de sanar as irregularidades na unidade. Não é o caso de interdição, uma vez que é possível sanar os problemas. Acredito em implementação de melhorias", diz.
Segundo ele, uma solução seria uma "interdição branca", que consiste na redução do número de internos para se adequar à limitação das condições do Cense 2. "Não me surpreenderia com uma decisão desta, mas isso cabe ao Poder Judiciário decidir", comenta. (A.P.M.)





