A promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, criticou o pedido feito pelo defensor do PM Juliano Ferraz Dias ao juiz da 1 Vara Criminal, João Luiz Cléve Machado, para limitar ao máximo de oito o número de testemunhas a serem ouvidas. ''Um dos advogados de defesa quer obstar o Ministério Público de ouvir as testemunhas que estavam presentes no local dos fatos. O MP vai expor suas razões para ter arrolado este número (pelo menos 12) e o juiz vai analisar e entender se é pertinente a oitiva de todas elas ou não. O que se busca é verdade real, aquilo que efetivamente aconteceu naquele dia e a oitiva das testemunhas facilitaria a vinda dessa verdade'', argumentou a promotora.
Para Susana, é preciso não confundir esse processo com um desrespeito à instituição PM. ''(A PM) é absolutamente respeitada pelo MP e por essa agente ministerial mas havendo crime há que ser apurado.'' Ela comentou ainda que não tinha grandes expectativas sobre os depoimentos pois já esperava uma alteração em relação a oitivas anteriores. ''Em outra oportunidade, um incriminava o outro. Hoje (ontem), eles afastaram a responsabilidade sobre qualquer um deles, apenas mencionando um chute ou um empurrão.''
O juiz comentou que cada um exerceu sua defesa, explicando os fatos e tentando se eximir de qualquer responsabilidade. ''Por isso mesmo tudo tem que ser avaliado num contexto de provas e ver até que ponto falaram a verdade e até que ponto omitiram a verdade'', lembrou.
A mãe do carregador, Sueli Aparecida de Paula Teodoro, acompanhou os depoimentos ao lado da filha Patrícia Rodrigues dos Santos. Para ela, os policiais mentiram todo o tempo. (L.A.)

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