A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupato, entregou ontem a promotora de Defesa do Patrimônio Público, Solange Vicentin, os relatórios de duas comissões que apuraram irregularidades na instituição, na gestão do ex-reitor Jackson Proença Testa. As comissões averiguaram as denúncias de licitações viciadas e irregularidades contratuais e o superfaturamento na execução de obras no campus.
''Algumas pessoas citadas no processo não fazem mais parte do quadro da universidade e as responsabilidades têm que ser averiguadas pelo Ministério Público. Da nossa parte também vamos começar um processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades dos servidores'', disse a reitora. Os nomes dos citados não foram divulgados.
Segundo o professor de Virologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), Carlos Nozawa, que integrou a comissão formada para verificar os processos licitatórios de 96 a 2000, ''várias irregularidades'' foram encontradas. ''Desde a própria composição da comissão de licitação, porque a lei estabelece a formação dessas comissões por servidores de carreira e não por assessores especiais, até a questão de compras por um preço único. Visualiza-se também superfaturamento e situações em que o processo licitatório foi montado a posteriori, depois de consumado o pagamento do serviço'', relatou o professor. Conforme Nozawa, a comissão analisou mais profundamente cerca de 900 cartas-convite de 96 a 98. Das licitações de 99 e 2000 foi feita apenas uma amostragem.
A Folha tentou entrar em contato com a presidente da comissão que investigou as denúncias de superfaturamento em obras, Berenice Carbonari, e com a promotora, mas elas não foram localizadas.

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