Cambé - A promulgação da lei estadual que proíbe a cobrança da tarifa mínima dos serviços de água, energia elétrica e telefone, no início da semana, levou manifestantes de Cambé (13 km a oeste de Londrina) a entregarem um abaixo-assinado ontem à tarde ao Ministério Público (MP) pedindo o cumprimento da lei. A promotora de Justiça da Defesa dos Direitos do Consumidor, Adriana Lino declarou ao grupo que ''se a lei está em vigor, ela deve ser cumprida'' e foi aplaudida.
O documento foi assinado por 16 representantes da comunidade, entre eles, o presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Roberto Rasteiro (PPS), que liderou uma comitiva de oito vereadores, e o pároco Manoel Coelho de Souza, padre da Paróquia de Santo Antônio. ''Contamos com o Ministério Público para que isto se torne realidade'', afirmou o presidente da Câmara.
Segundo Rasteiro, a lei vem de encontro à vontade da população de Cambé. Desde o ano passado, salientou ele, os vereadores vinham realizando audiências públicas para discutir a redução da tarifa de água e esgoto, além do aumento da tarifa social de 10 metros cúbicos para 15 metros cúbicos.
A primeira providência que a promotora deverá tomar é buscar o conteúdo da lei. Depois disso, admitiu que ''poderá instaurar ação civil pública contra as empresas concessionárias dos serviços que descumprirem a lei''. Pela nova legislação, a Sanepar, Copel e Brasil Telecom não podem continuar cobrando tarifa mínima.

mockup