O promotor Eduardo Nagib Matni, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, anunciou ontem que irá requisitar a presença de técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Apucarana para avaliar os critérios de corte e poda de árvores. Matni disse que tem recebido reclamações de ambientalistas, que consideram a poda muito drástica.
De acordo com as denúncias encaminhadas ao MP, muitas árvores da Rua Clotário Portugal e de outras vias próximas ao Bairro 28 de Janeiro estão sendo cortadas rente ao solo e outras ficam apenas com o tronco, sem galhos e folhas.
Conforme explicou ontem a engenheira florestal do IAP, Raquel Fila Vicente, os municípios têm autonomia para substituir árvores muito velhas. Quanto à poda, ela disse que as árvores precisam ficar com pelo menos um terço de folhas. O diretor de paisagismo urbano, Luiz Carlos Teixeira Kemper, explicou que algumas árvores foram cortadas para substituição. Quanto à poda, ele disse que em situações de emergência, a Copel precisou baixar bastante a copa de algumas árvores. ‘‘Nosso projeto de arborização tem a supervisão do IAP’’, garantiu. (M.B.)

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