MP quer relatórios diários sobre coleta de lixo
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segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba As prefeituras de Curitiba e das 14 cidades da Região Metropolitana (RMC) que depositam lixo no aterro da Caximba vão ter que apresentar relatórios diários de coleta. Já as demais cidades da RMC, que usam aterros próprios, vão ter que apresentar relatórios mensais. Essa é uma das decisões que foi tomada em uma audiência pública promovida ontem pelo Ministério Público (MP) estadual para discutir a diminuição da quantidade de lixo que vai para o aterro. O MP requisitou o desenvolvimento de planos de reciclagem e compostagem (transformação do lixo orgânico em adubo) para cada município.
De acordo com o MP, o aterro da Caximba recebe cerca de 2,4 mil toneladas de lixo por dia, sendo 1,4 mil toneladas só de Curitiba. E a intenção, segundo o procurador Saint-Clair Honorato Santos, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, é, com um trabalho eficiente de reciclagem e compostagem, reduzir o este volume em 80% 40% de lixo reciclável e 40% de material orgânico. ''Insistimos muito na questão da compostagem. Sugerimos que Curitiba, que produz a maior parte do lixo, crie locais para isso'', afirmou o promotor. ''Além disso, pedimos que todas as cidades melhorem suas campanhas de reciclagem.''
E para acompanhar e de certa forma pressionar que esta dimuinuição na quantidade de lixo aconteça na prática, o MP pediu às prefeituras que usam o aterro da Caximba coloquem na internet diariamente o volume de lixo reciclado e o volume enviado ao aterro.
Apesar de o problema da Caximba ser mais alarmante, o MP convidou todas as prefeituras da RMC para discutir o problema do lixo e cobrou o projeto de gestão do lixo. Por isso foi sorteada uma cidade, Balsa Nova, para fazer uma auditoria no funcionamento de seu projeto e apresentá-lo ao MP na próxima audiência, daqui três meses. ''Possivelmente vamos fazer o mesmo com outras cidades.''
O secretário de obras de Balsa Nova, Luiz Fernando Bonatto, explicou que a cidade tem aterro próprio há cerca de três anos. Ele não estava presente na audiência, porém afirmou que não vê problema algum na auditoria. ''Temos projeto de incentivo à reciclagem e na porta do aterro tem um trabalho de seleção para mandar tudo que é reciclável para uma usina.'' Balsa Nova tem 11 mil habitantes e produz cinco toneladas de lixo por dia.
A prefeitura de Curitiba afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda está estudando o que fazer com o lixo orgânico.


