MP quer providências sobre presos
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
A Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina enviou ontem um ofício ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto Ferreira do Valle, pedindo providências quanto as denúncias de possíveis maus-tratos aos presos da Casa de Custódia. O Ministério Público (MP) criticou também a atitude do diretor da cadeia, Edson Marcos Thomas, que impediu a entrada do coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH) em Londrina, Jorge Custódio, e do assessor da Pastoral Carcerária, padre César Braga de Paula.
No dia 4 deste mês, Custódio e padre César tentaram ouvir os detentos sobre as condições oferecidas na Casa de Custódia, mas foram barrados por Thomas, que alegou determinação do secretário de Segurança Pública, José Tavares.
Dois dias antes, uma manifestação dos presos resultou em colchões queimados e invasão da tropa de choque da Polícia Militar. É lamentável que a direção não tenha permitido que os representantes destas entidades tivessem acesso, mesmo diante de autorização judicial neste sentido, apontou o promotor Paulo César Vieira Tavares, no ofício enviado ao juiz.
Valle disse ontem que recebeu o documento no final da tarde e que avaliaria somente na semana que vem. Mandei incluir o ofício nos autos e vou avaliar tudo na segunda-feira, disse. No ofício estão ainda oito denúncias listadas pelo MP, entre elas agressões, não fornecimento de remédios de uso contínuo e corte de cabelo obrigatório.


