MP quer novo estudo sobre aterro de lixo industrial
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O estudo sobre impacto ambiental (EIA/Rima) realizado pela empresa Momento Engenharia Ambiental foi considerado incompleto pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Ibiporã (14 km a leste de Londrina). A promotora Révia Aparecida Peixoto de Paula Lima informou que encaminhou um ofício ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Londrina e Curitiba solicitando uma complementação do EIA/Rima. A empresa, de Blmenau, pretende instalar um aterro sanitário para receber lixo industrial no Bairro Limoeiro, que divide as cidades de Londrina e Ibiporã.
''O estudo foi feito de forma superficial e não foram abordados alguns pontos considerados importantes'', justificou Révia. A promotora destacou ainda que a empresa não apresentou alternativas de local para funcionamento.
Moradores do Limoeiro não concordam com a instalação do aterro. Lá existem pesque-pagues, granjas, chácaras recreativas e a preocupação é que o lixo contamine a região. O terreno adquirido pela Momento Engenharia Ambiental fica às margens do Rio Limoeiro que desemboca do Rio Tibagi.
O chefe do IAP em Londrina, Ney Paulo, disse que foi protocolado um pedido de licença prévia pela empresa solicitando autorização de funcionamento. O IAP pediu apoio do Departamento de Licenciamento Estratégico (DLE) de Curitiba. Segundo o chefe do IAP, o DLE fará o estudo do EIA/Rima e após a conclusão serão realizadas duas audiências públicas, uma em Londrina e outra em Ibiporã, para apresentar o caso à população. Só depois será resolvido se a empresa pode ou não se instalar aqui.
O chefe do IAP se manteve neutro quanto à instalação da empresa na cidade mas ponderou que ''é possível no lixo classe 3 (lixo comum) estejam sendo depositados lixo classe 1 (resíduos industriais, de baterias e pilhas)''. Ele descreveu que em uma situação como essa a poluição seria muito maior. ''Tem que ser feito um aterro industrial em Londrina'', salientou.
O engenheiro da Momento Engenharia Ambiental, Álvaro Pereira Jorge, esteve ontem em Londrina para verificar a situação da empresa. Ele informou que a empresa vai se manifestar somente na audiência pública que será marcada pelo IAP. ''Esse é o instrumento adequado para isso'', justificou.


