Giovani Ferreira
De Curitiba
O Ministério Público precisa de mais liberdade para influenciar e participar das investigações policiais, como forma de encontrar alternativas que reflitam no combate à criminalidade. Os promotores acreditam que é necessário haver uma abertura maior da polícia, no sentido de permitir que o MP acompanhe de perto todo o processo investigativo e possa agir com mais propriedade na fase da ação penal.
Carlos Alberto de Salles, promotor em São Paulo, que está participando do 13º Congresso Nacional do Ministério Público, em Curitiba, entende que essa parceria é fundamental no combate à criminalidade. De acordo com Salles, essa questão faz parte dos desafios contemporâneos do MP, que precisa fortalecer a sua legitimidade social e política conquistando novos espaços na defesa dos direitos do cidadão.
Esse trabalho conjunto do MP e da polícia depende, no entanto, de um reforma constitucional que atinja os dois órgão em questão. Segundo Carlos Salles, as mudanças precisam ocorrer de forma simultânea, obedecendo princípios básicos de atuação das duas instituições, que apesar de cumprirem papéis específicos, têm o mesmo objetivo final, com ações voltadas para o combate da criminalidade e a defesa dos direitos da população.
O congresso prossegue até amanhã, com a participação de 1,8 mil promotores de todo o País.

mockup