A Promotoria de Defesa do Consumidor está cobrando das empresas de transporte coletivo mais documentos sobre a planilha de custos da tarifa, com o intuito de fazer uma auditoria para verificar se o reajuste concedido no início de janeiro de R$ 1,60 para R$ 1,90 é justificado. O promotor Miguel Sogaiar revelou que tentou notificar as empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig na tarde de ontem, mas não conseguiu. A partir da notificação, as empresas terão dez dias para fornecer a documentação.
O material fornecido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) já está sendo analisado pela auditoria do Ministério Público (MP). A promotoria instaurou, no final de janeiro, um procedimento investigatório preliminar para questionar o novo reajuste. Uma outra ação civil pública sobre o preço do passe está em andamento. A medida foi tomada após o reajuste autorizado em 2003, que elevou o valor de R$ 1,35 para R$ 1,60.
''Questionamos junto ao juizado antes do novo aumento ser concedido, mas tivemos de instaurar outro procedimento sobre este reajuste'', explicou Sogaiar. Segundo ele, a promotoria pretende coletar os dados para definir sobre a possível instauração de uma nova ação civil pública.
A assessoria de imprensa da TCGL informou no final da tarde que a empresa está aberta para fornecer as informações solicitadas pelo MP. Já a Francovig declarou que deve comentar o assunto somente após a notificação.

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