Campo Mourão - O Ministério Público de Campo Mourão quer que a prefeitura tome providências dentro de 60 dias, no máximo, para coibir o funcionamento dos mototáxis. O pedido foi feito em ofício assinado pela promotora Sônia Regina de Melo Rosa e endereçado ao procurador geral do município, Robervani Pierin do Prado.
No ofício, a promotora diz que a prefeitura pode pedir o apoio da Polícia Militar e que se em 60 dias medidas efetivas não forem tomadas, o município pode ser processado por prevaricação (não cumprimento de leis). A medida faz parte de um procedimento que o MP abriu para apurar o funcionamento do serviço na cidade sem uma regulamentação.
O secretário municipal de Fiscalização, Controle e Ouvidoria, Cristiano Augusto de Vasconcelo Calixto, informou que a prefeitura vai notificar os mototáxis. Há pouco mais de um ano a prefeitura chegou a lacrar as empresas que estavam atuando no ramo, mas elas voltaram a funcionar pouco depois, mesmo seu autorização.
Existem hoje em Campo Mourão pelo menos sete pontos de mototáxis e cerca de 60 mototaxistas, fora os motociclistas autônomos. ''Será difícil acabar com o mototáxi. O povo já se acostumou com o nosso trabalho e não vai gostar disso'', disse Simone Lopes Falcão, que mantêm um ponto com 10 motos há 18 meses.
Na Câmara, o vereador Sebastião Ribeiro (PT) tenta pela terceira vez aprovar um projeto de lei que regulamenta o serviço. ''Agora que o mototáxi está funcionando esperamos uma resultado melhor'', frisou Ribeiro. A primeira vitória ele já conseguiu: a proposta recebeu parecer favorável da assessoria jurídica da Câmara.

mockup