A preocupação com o perigo que o óleo lubrificante representa para a saúde humana e meio ambiente engloba o seu manejo, as embalagens usadas, o óleo queimado que é jogado nas galerias e solo, a cada troca do produto ou lavagens dos carros, inclusive, as estopas que os mecânicos limpam as mãos. Boa parte das embalagens, por exemplo, que ainda conservam um pouco do resíduo viscoso no seu interior, é descartada no lixo doméstico e vai parar em lixões ou aterros sanitários.
O alerta é do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, que convocou órgãos e sindicatos envolvidos com a questão para buscar alternativas de destino adequado a este resíduo. Num encontro que ocorreu na Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema), mês passado, e participaram ainda o Sindirepa-PR e o Sindicombustíveis, ficou marcado para hoje uma nova reunião, dessa vez, com a presença de representantes das companhias distribuidoras do óleo lubrificante.
''Elas também são responsáveis porque geram e distribuem o produto. O óleo lubrificante contém uma substância chamada benzeno que, uma vez em contato com o solo, pode contaminar o lençol freático. A parceria visa dar um destino adequado para 100% deste resíduo'', explica o secretário da Sema, Rasca Rodrigues, acrescentando que a qualidade ambiental dos postos é monitorada através de análises periódicas sobre a saúde do lençol freático e das águas servidas do local - procedimento adotado apenas para instalação de novos postos ou para ampliação de postos já construídos.
Uma proposta é que as embalagens sejam recolhidas nos postos de gasolinas ou mesmo que seja criado um ponto de recepção em cada município. Mas isso ainda será pensando em conjunto pelos órgãos e sindicatos. ''O que a gente tem exigido dos municípios é que essas atividades, mesmo de pequeno porte, que sofram interferência ambiental e apresentem planos de gerenciamneto de resíduos sólidos'', explica o procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, coordenador do Centro.
Segundo o procurador, as oficinas mecânicas poderiam participar da coleta integrada do segmento que faz a troca do resíduo poluidor, assim como os supermercados precisam colaborar com a destinação adequada das embalagens utilizadas. Ele ainda reforça que é necessário o tratamento primário do óleo lubrificante usado e a coleta desse resíduo, além da água que faz a lavagem de peças. ''Todas as oficinas precisam ter uma forma de contenção desses resíduos, isso é uma questão técnica. O Ministério Público quer que elas se adequem o mais rápido possível''. (F.G)

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