MP quer conter algazarras e barulhos em Campo Mourão
Sid Sauer
De Campo Mourão
O Ministério Público de Campo Mourão está coordenando um trabalho com o objetivo de conter barulhos e algazarras em lanchonetes e lojas de conveniências instaladas em postos de combustíveis no centro da cidade. No final de dezembro, um primeiro debate sobre o tema chegou a reunir, no gabinete do prefeito Tauillo Tezelli (PPS), além do próprio MP, as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e os donos de postos e lanchonetes.
A reunião foi sugerida pelo promotor Guilherme Maranhão Sobrinho, que alegou estar recebendo diversas reclamações contra a perturbação do sossego. Chegamos a receber um abaixo-assinado com cerca de 60 assinaturas, lembra. Na semana que vem, uma nova reunião vai avaliar o que foi discutido no primeiro encontro e propor a elaboração de um projeto de lei para regulamentar o assunto.
Precisamos atualizar a legislação em vigor, explica o promotor. Segundo ele, as principais queixas são contra duas lojas de conveniências instaladas em dois postos de combustíveis e contra duas lanchonetes que, ironicamente, ficam a cerca de 100 metros do Fórum. Além do barulho dos frequentadores e do som dos carros, há queixas contra a prática de direção perigosa em frente a esses locais e pelo fato dos postos venderem bebidas alcoólicas.
Na primeira reunião, os próprios donos das lanchonetes se comprometeram de avisar a polícia sobre os casos de abusos no consumo de bebidas alcoólicas e do uso de aparelhos sonoros com alto volume. A Polícia Militar também ficou de intensificar a fiscalização com policiais à paisana. O procurador-geral da prefeitura, Roberto Ribeiro de Castro, concorda com a preocupação do MP. O problema é muito sério, diz.
O gerente de um posto de combustível, que pediu para não ser identificado, disse à Folha que os estabelecimentos não têm muito o que fazer. Os carros com som alto ficam na rua e não no posto, explicou. Além disso, ele ressaltou que os aparelhos de som têm controle remoto, que é acionado à distância para abaixar o volume com a aproximação da polícia. Só se a gente fechasse a loja de conveniência, frisou.
O videoquê instalado no estabelecimento dele teve que ser regulado para não emitir som externo superior a 45 decibéis e fechar a partir da meia-noite. Os donos das lojas instaladas nos postos também alegam que o negócio gera emprego e acham inviável suspender a venda de bebidas alcoólicas. Se a pessoa não comprar a bebida no posto, compra em outro lugar, disse outro dono de posto. Essas pessoas querem morar no centro e querem que não exista barulho.





