Promotoria da Infância e da Juventude sugere que o município crie um local para abrigar crianças e adolescentes carentes com dificuldades físicas e mentais
Depois de ajuizar uma ação contra os governos municipal e estadual, exigindo o fim das barreiras arquitetônicas para deficientes físicos na cidade e mudanças nos itinerários de alguns ônibus coletivos para auxiliar uma portadora de necessidades especiais, o Ministério Público (MP) de Londrina prepara agora uma ação que garanta ao jovens deficientes carentes um local para morar.
A informação foi passada sexta-feira pela promotora da Infância e Juventude de Londrina e autora da ação protocolada na quinta-feira, Edina Maria Silva de Paula, que estuda uma maneira de cobrar do município, um local para abrigar crianças e adolescentes carentes com dificuldades físicas e mentais. ‘‘Temos como exemplo duas crianças que vivem na Casa do Caminho. Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e Adefil (Associação dos Deficientes Físicos de Londrina) ajudam na manutenção dos deficientes carentes durante o dia mas, e quando chega a noite?’’, questionou a promotora, lembrando que havia recebido na sexta-feira algumas informações da administração pública. A promotora disse ainda que vai analisar os dados e que não há um prazo pré-determinado para entrar com a ação. ‘‘Estamos fazendo tudo passo a passo, começando pela ação (de quinta-feira). É difícil ter que exigir do Estado o que já está previsto na Constituição.’’
A ação ajuizada pelo MP pede a adequação das escolas municipais e estaduais para os deficientes e também a mudança de itinerário das linhas 408 (Vila Recreio) e 410 (Vila Nova), na tentativa de auxiliar a estudante Verônica Aparecida Nobre Cândido, de 15 anos, moradora na rua Tietê. O texto aponta um prazo de 120 dias para a execução das obras e multa diária de R$ 10 mil. Sobre a alteração nas linhas de ônibus, destinadas à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a mudança deve ser imediata. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que vai aguardar a citação judicial, mas adiantou que a atitude do MP foi ‘‘precipitada e desnecessária’’.
Segundo informações passadas pelas duas empresas responsáveis pelo coletivos, Francovig (que mantém um ônibus adaptado na frota) e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), a mudança alteraria todo o itinerário das empresas. A assessoria da TCGL (que cobre 80% dos circulares em Londrina) destacou ainda que, além dos dez ônibus com piso rebaixado (sem escadas nas portas), foram doados dois ônibus com elevadores para a Pastoral da Criança e uma van para a Adefil. Os veículos também recebem manutenção e combustível gratuito.

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