Curitiba Dentro de dez dias, o Ministério Público do Paraná deverá oferecer denúncia contra a quadrilha de roubo de caminhonetes que atuava em Curitiba. Esse é o prazo necessário para a Promotoria de Investigação Criminal (PIC) reunir os elementos necessários para formalizar a denúncia. Dez pessoas, oito que tiveram prisão preventiva decretada e duas presas em flagrante, estão detidas desde a última sexta-feira, no Centro de Triagem, em Curitiba.
Pesam contra a quadrilha, além da prática de crime organizado, as acusações de furto, roubo e homicídio qualificado. Segundo a PIC, há indícios da participação da quadrilha na morte de Pablo da Silva Mesquita, 21 anos, em 27 de abril deste ano, no Edifício Parque Castelo Branco, no Centro Cívico, em Curitiba. Mesquita teria se envolvido numa briga com um dos supostos integrantes da quadrilha que acabou atirando contra o estudante. O promotor da PIC, Luiz Fernando Ferreira Delazari, garante que já existem mais de dez fatos elencados para o oferecimento da denúncia.
Outras sete pessoas, que também têm mandados de prisão expedidos pelo Juízo da Central de Inquéritos, continuam sendo procuradas pelas equipes do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) vinculado à PIC. Entre os foragidos, está o policial Samir Skandar, apontado como um dos prováveis líderes quadrilha, juntamente com três outros acusados. Skandar foi denunciado na CPI do Narcotráfico, em 2000, por envolvimento com a quadrilha de Paulo Mandelli. A Folha tentou localizar o advogado que o defende para ouvir sua versão sobre os fatos, mas não conseguiu.
Segundo o MP, o comerciante Francisco Carlim dos Santos, de Matinhos (litoral do Estado) é uma das vítimas da quadrilha de roubo de caminhonetes. No dia 10 de setembro, ele foi rendido por dois homens armados com pistolas 380 em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), em Curitiba, que roubaram sua caminhonete, modelo Blazer. O veículo foi localizado pela Polícia no estacionamento de um hipermercado, na avenida das Torres. Nove dias depois, os bandidos de posse da chave da Blazer, a furtaram da frente de um restaurante no Cabral onde Carlim dos Santos almoçava. O veículo ainda não foi recuperado.

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