Curitiba O promotor da Saúde Pública, Meio Ambiente e Consumidor, Fuad Faraj, espera receber nesta manhã toda a documentação relativa à criação do curso de medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O promotor estuda a possibilidade de entrar na Justiça com uma ação civil pública contra o fechamento do curso, determinado por decreto do governador Roberto Requião (PMDB) na segunda-feira.
Faraj pretende analisar gastos, obras e trâmites legais para a instalação do curso, além de estudar a constitucionalidade do decreto assinado pelo governador. ''Entraremos com a ação se entendermos que o fechamento foi injusto'', afirmou o promotor. Os 40 alunos estão assistindo às aulas desde março.
O governador alega que a UEPG não tem a estrutura necessária para oferecer um curso de qualidade, o que prejudicaria a formação dos futuros médicos. Essa é a opinião do vice-presidente da Associação Médica Brasileira, Ronaldo da Rocha Loures Bueno. O vice-reitor da UEPG, Ítalo Sérgio Grande, porém, rechaçou essa tese. Na avaliação de Bueno, a UEPG tem corpo docente formado por doutores, mestres e especialistas e os laboratórios necessários.
O reitor da UEPG, Paulo Godoy, já esteve em Curitiba participando de reuniões na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Requião disse ontem que o fechamento foi uma medida dura, mas necessária. De acordo com o governador, as despesas para a manutenção do curso implicariam em investimentos próximos a R$ 70 milhões. Esse custo prejudicaria os investimentos que o governo do Estado tem que fazer nas outras cinco universidades estaduais.
Os alunos que começaram o curso de medicina em Ponta Grossa devem ser transferidos para as universidades estaduais de Londrina, Maringá e Cascavel. Do total, 16 devem ir para UEL. Não há data para a transferência.

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