MP pede sequestro de bens para reabrir clube
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terça-feira, 17 de março de 1998
Sid Sauer 
A promotora de Defesa do Consumidor de Campo Mourão, Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira, pediu anteontem, através de uma ação civil pública, o sequestro dos bens dos empresários Gilberto Trivelatto e Romildo Antônio do Amaral, sócios da Imobiliária Trivelatto, de Cascavel. Os dois estão sendo responsabilizados pela promotoria pelo abandono do Andorinhas Praia Clube, um clube com praia artificial que deixou de funcionar há cerca de cinco anos.
Segundo a promotora, o sequestro dos bens deve ser feito para garantir as obras necessárias para a reabertura do clube, que chegou a ter mais de cinco mil sócios. O sequestro dos bens, que também inclui o patrimônio do Andorinhas e da Imobiliária Trivelatto, foi pedido em liminar à juíza da 2ª Vara Cível, Mayra Rocco Stainsack. A decisão da promotoria foi tomada porque o clube não cumpriu um acordo firmado em 1996.
O acordo previa que o clube deveria ser reaberto em novembro do ano passado, o que não aconteceu. O clube continua totalmente abandonado, com os portões fechados, sem apresentar condições de uso para os sócios, ressalta a promotora. Os sócios perderam todo o patrimônio investido, completa. O abandono do clube foi um dos primeiros casos denunciados no Procon de Campo Mourão. Sem solução, ele foi parar na promotoria.
PrejuízoDe acordo com a ação, o clube tinha 5.334 sócios (2.851 sócios remidos). Mesmo assim, as portas do Andorinhas foram fechadas sem maiores esclarecimentos por parte da diretoria ou mesmo da Imobiliária Trivelatto. Um laudo técnico feito em 96 constatou que o clube precisava de cerca de R$ 90 mil para poder ser reaberto. Hoje, o prejuízo já passa dos R$ 100 mil e o clube, com quase 200 mil metros quadrados, vale R$ 115 mil.
Os sócios foram lesados em seus direitos como consumidores, frisa Rosana. Os responsáveis têm que realizar as obras para que o clube possa voltar a funcionar. Na época da desativação, a Imobiliária Trivelatto alegou que o fechamento aconteceu devido à inadimplência dos sócios.


