MP pede que polícia investigue frigorífico
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Edna Mendes De Londrina 
A promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, requisitou ontem ao delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, Gilson Garrett Algauer, que seja instaurado inquérito policial para a apurar várias irregularidades relacionadas ao Frigorífico São José (Frigozé), localizado no Jardim Santa Mônica e que está desativado há 11 anos. Quatro pessoas são citadas no inquérito.
Ontem à tarde, acompanhada de uma comissão que representa os moradores do Jardim Santa Mônica, a promotora esteve na 10ª Subdivisão Policial para entregar a documentação sobre as investigações que caracterizam as irregularidades. A promotora quer que a a polícia investigue a responsabilidade no desvio do curso do Ribeirão Quati e da alteração na vegetação em área de preservação permanente.
O frigorífico está instalado numa área de fundo de vale, às margens do ribeirão, dentro do perímetro urbano, o que é proibido. O proprietário do Frigozé, Natel Gomes de Oliveira, pretende reabrir o estabelecimento no início do ano que vem. Os moradores do bairro são contra.
A promotora também indicou nomes de peritos e testemunhas que estão dispostos a ajudar a polícia nas investigações. Esse inquérito é contra quem autorizou a licença e contra os responsáveis pelo desvio do curso do rio.
Além de Oliveira, estão citados dois funcionários da prefeitura, o ex-chefe do escritório local do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o atual chefe Andrew Pinheiro Neto que disse que o órgão não cometeu nenhum irregularidade na autorização de licenças para o funcionamento do frigorífico. Estamos tranquilos porque só autorizamos aquilo que é tecnicamente viável, disse.


