MP pede prisão preventiva de terceiro suspeito de latrocínio
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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Pedro Marconi <br> Reportagem Local 
O MP-PR (Ministério Público do Paraná), por meio do promotor Thadeu Augimeri de Goes Lima, concordou com o entendimento da Polícia Civil e pediu a prisão preventiva do terceiro suspeito do latrocínio contra o empresário Rafael Francisco Martins, 48, ocorrido na quarta-feira (19) da semana passada, na zona sul de Londrina. A solicitação será analisada pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Luiz Valério dos Santos. O juiz informou, pelo seu gabinete, que o caso está em segredo de Justiça e por isso não poderia se manifestar sobre a previsão para analisar o pedido.
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Este rapaz, além de um menor de idade, são considerados foragidos. "A liberdade do terceiro suspeito traz grave risco à ordem pública e é causa de descrédito da atividade jurisdicional, bem como gera comoção e insegurança na população, diante da gravidade dos crimes e dos prejuízos irreparáveis gerados por seus atos", pontuou o promotor, que ainda ressaltou que o crime praticado é considerado hediondo. O menor de idade tem contra si um mandado de internação.
Estão presos desde quinta-feira (20) Mateus Farias Alves da Silva, 24, e Martiliano Bispo Pereira, 19. Eles são suspeitos de terem participado da ação que culminou na morte do empresário. Os dois foram detidos de forma temporária, por cinco dias, porém na audiência de custódia a Justiça converteu a prisão para preventiva, quando não há prazo para soltura. O advogado da dupla, Leonardo Martins Félix, afirmou que a defesa está estudando a melhor estratégia para pedir a revogação da prisão de Pereira e que irá se manifestar apenas no curso do processo.
Já em relação a Silva, o advogado sustentou que Martiliano Pereira delimitou a participação de todos os suspeitos e que em nenhum momento citou o nome de Mateus. O carro utilizado pelo grupo na fuga foi apreendido na residência dele. "As provas colhidas na prisão levam a crer que o Mateus não participou. Testemunhas ouvidas na segunda-feira (25) corroboram isso. Dois amigos afirmaram que o Mateus esteve na companhia deles das 19h às 21h", destacou Leonardo Félix, que impetrou no TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) pedido de habeas corpus em favor de Mateus Silva na tarde desta terça-feira (25).
A Polícia Civil tem até sexta-feira (28) para concluir o caso e remeter ao Fórum de Londrina. O delegado da 10ª Subdivisão Policial, João Reis, responsável pela investigação, confirmou que duas testemunhas indicadas pela defesa afirmaram que Mateus Silva estava com elas no horário do crime. Reis ponderou que a esposa da vítima, que presenciou o latrocínio, reconheceu o suspeito como presente na cena do crime. "Se houver diligências após a conclusão do inquérito poderemos acrescentar", explicou.
Rafael Martins, que era dono de uma empresa londrinense de entregas rápidas, havia saído há poucos minutos de carro do condomínio de luxo onde morava, junto com a esposa, para ir à igreja, quando foi surpreendido por criminosos. A abordagem aconteceu na esquina da rua Engenheiro José de Azevedo com rua Paulo César Fraga Abelha, no jardim Terra Bonita. O empresário levou um tiro na cabeça no momento que retirava o cinto de segurança. O atendimento médico chegou a prestar socorro, porém a vítima teve uma parada cardiorrespiratória dentro da ambulância e entrou em óbito no local do crime.
Os dois suspeitos presos foram localizados após a esposa do empresário conseguir registrar algumas letras das placas do carro que utilizaram para fugir. Com as informações, investigadores fizeram simulações de placas nos sistemas de pesquisa até identificarem o veículo com as características apontadas. Imagens de segurança do condomínio disponibilizadas logo após o crime e também ajudaram.


