MP pede prisão de donos de desmanches
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quarta-feira, 14 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A promotora Emília Ribeiro Arruda de Oliveira, de Maringá, ofereceu denúncia e pediu ontem a prisão de sete pessoas envolvidas com Joarez França Costa, 47 anos, conhecido como Caboclinho e preso desde abril em Curitiba, acusado de manter uma rede de desmanche de veículos no Paraná. Foram denunciados o filho de Caboclinho, Joarez França Costa Júnior, 22 anos, Moacir França Costa, 40, Pedro Vivaldino Justus, 47, conhecido como Viva, Univaldo Inhoque, 38, Alvaro Nei Costa, 34, José Duni dos Santos, 55 e Antônio Tarcizio Javera, 43.
O delegado chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, disse ontem à tarde que havia acabado de receber o despacho do Ministério Público, e estava acionando os investigadores e delegacias de origem dos denunciados (Curitiba, Ortigueira e Telêmaco Borba). Informações passadas por um policial de Maringá, que pediu para não ser identificado, confirmavam a prisão de um dos denunciados, Antônio Javera, contador de Caboclinho e residente em Maringá.
Os oito envolvidos, já que Caboclinho também foi denunciado pela promotora de Maringá, vão responder por formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo. A promotora pediu também a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal dos oito denunciados, e levantamento de bens para sequestro. O processo estava muito bem montado, o que permitiu agir com rapidez e na certeza da denúncia, disse a promotora Emília à Folha.
Ela se baseou em laudos da Criminalística de Maringá, que conseguiu montar parte de cinco veículos através de carcaças localizadas na empresa de Caboclinho, fechada no dia 16 de abril. Os peritos comprovaram que as laterais, capotas, portas e outras peças da lateria e internas correspondiam a cinco veículos seminovos, que não sofreram acidentes antes de serem desmanchados. Os laudos da Criminalística comprovaram ainda que as marcas de identificação dos veículos periciados, bem como os vidros onde são gravados os números do chassi, estavam destruídos.
A polícia fechou a empresa de Caboclinho em Maringá junto com outros 28 desmanches durante abril e maio passado. A empresa dele, que se chamava Kadu Auto Peças, mudou de nome para Casa do Automóvel assim que Caboclinho foi preso. Na empresa a polícia encontrou mais de mil portas de veículos seminovos, todas sem nenhum sinal de amassado. Durante a operação a polícia prendeu Pedro Vivaldino Justus, que gerenciava a loja, e comprovou que o filho de Caboclinho, Joarez Costa Júnior, dirigia o desmanche da região de Telêmaco Borba.


