MP pede investigação sobre ação da polícia
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
O promotor de Justiça da 1ª Vara Criminal de Maringá, Maurílio Palhares, entregou ontem ao delegado-chefe da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, e ao secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, pedido de investigação na PC de Maringá. Objetivo é descobrir a participação de policiais civis no esquema de venda de peças de veículos. A promotoria tenta estabelecer um elo entre a PC de Maringá e o crime organizado desde o ano passado, quando já havia feito um pedido de investigação nos ferros-velhos localizados na cidade.
O argumento do novo pedido está baseado em uma ocorrência registrada no ano passado quando uma equipe da P2, efetivo reservado da Polícia Militar, apreendeu 40 motores de caminhões em um desmanche localizado entre os municípios de Maringá e Sarandi. Segundo a promotoria, na ocasião a Polícia Civil teria aberto um procedimento contra a atuação da PM no caso que deveria ter sido restrito ao serviço de polícia preventiva e ostensiva. O fato das chefias da PC e da Segurança do Estado terem proibido, em seguida, o trabalho da P2 em todo o Paraná aumentou a desconfiança da promotoria sobre dedos do crime organizado nas decisões ligadas à polícia.
De acordo com a Polícia Civil de Maringá, o procedimento feito contra a PM no ano passado, por causa das apreensões dos motores, se refere apenas a atos que a Polícia Militar realizou e que são próprios da PC como polícia judiciária. Os atos praticados pela PM teriam sido a confecção de autos de entrega e termos de depósito feitos depois da apreensão dos motores.





