O Ministério Público pediu ontem a interdição da cadeia pública da 14ª Subdivisão Policial (SDP) de Guarapuava, onde estão 140 detentos. Segundo o promotor Humberto Eduardo Pucinelli, o pedido foi feito baseado nas precárias condições da cadeia, que sofreu duas rebeliões e uma fuga de presos recentemente. ‘‘Está havendo falta de segurança, o que coloca em risco toda a população de Guarapuava, além de desrespeito com a dignidade dos detentos’’, explicou o promotor.
Pucinelli informou que já enviou diversos ofícios à Secretaria de Segurança do Estado e não que recebeu nenhuma resposta. ‘‘Houve destruição por parte dos detentos rebelados e até agora não foram tomadas providências para restabelecer a segurança na cadeia’’, disse.
Segundo ele, o MP também recebeu diversas denúncias sobre irregularidades. ‘‘Tivemos denúncias de facilidade de ingresso de objetos no interior das celas, de presos de confiança com acesso às ruas e, o mais grave, de pessoas estranhas aos quadros policiais no controle da segurança interna e externa do estabelecimento prisional’’, disse Pucinelli.
‘‘As irregularidades ficam evidenciadas com a acusação da participação efetiva do carcereiro Dorival Kujat na fuga de presos ocorrida no dia 16 de janeiro deste ano’’, disse o promotor. Pucinelli informa que falta iluminação, há excesso de umidade nas celas, mau cheiro permanente, entupimento de vasos sanitários, fossa exposta e insetos e ratos transitando pelo local. ‘‘Além de impor aos presos violação da ordem moral, isso acarreta sérios riscos à saúde’’, afirmou.

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