MP pede fechamento de três boates em Campo Mourao
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
Os cinco promotores da Comarca de Campo Mourão enviaram ontem ofício à prefeitura pedindo, em caráter de urgência, a cassação dos alvarás de funcionamento das boates Sbornya, AJR e do motel Chateau dAmour. O ofício foi nominado ao procurador-geral da prefeitura, Roberto Ribeiro de Castro, depois que os promotores participaram de blitz na sexta-feira e na madrugada de terça nos três locais.
No ofício enviado à prefeitura, os promotores José Lafaieti Barbosa Tourinho, Guilherme de Albuquerque Maranhão Sobrinho, Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira, Inácio de Carvalho Neto, Lígia Camargo Grasso e o promotor substituto Robson Martins relatam que constataram durante as blitz que as boates funcionam como casas de prostituição. Desde a primeira blitz cerca de 10 pessoas já foram presas.
Na sexta-feira, os promotores prenderam duas pessoas acusadas de gerenciar as boates: uma streeper com maconha e um cliente com cocaína. Na madrugada de terça-feira, foram presos quatro funcionários da Sbornya, que só foram liberados ontem à tarde. Recebemos denúncias de prostituição infantil, uso de drogas e restrição à liberdade das mulheres que trabalham na boate Sbornya, explicou ontem o promotor José Lafaieti Barbosa Tourinho.
A ação do MP não chegou a flagrar a presença de menores, mas alguns documentos estão sendo checados. Para os promotores, há indícios claros de prática e de favorecimento à prostituição no local. Dos quatro funcionários presos na terça-feira, Tourinho disse que há declarações prestadas de dois deles seriam capangas da proprietária da boate, Maura Soriano. Ela também é dona do motel Chateau dAmour, que fica ao lado da boate.
Para o MP, o motel também deve ser fechado porque é usado para a prostituição das mulheres que trabalham na boate. Existe um corredor de passagem entre a boate e o motel, disse Tourinho. Ontem, ao serem informados pela imprensa que estavam sendo acusados de abuso de autoridade, os promotores se defenderam. Houve flagrante de casa de prostituição, de cliente chegando com drogas, de maconha com uma mulher que iria se apresentar na boate. Não é preciso mandado judicial em casos de flagrante, disse Tourinho. Não foi uma invasão de um domicílio, completou o promotor Guilherme de Albuquerque Maranhão Sobrinho.
Sobre a prisão dos quatro funcionários, Tourinho disse que eles não são simples empregados, mas agentes que contribuem para o favorecimento à prostituição. A casa estava funcionando sem a presença da proprietária porque eles gerenciavam o negócio e vão ter que responder pelo crime. Segundo Maranhão, a ação do MP contra a prática de prostituição vai continuar em todas as boates da cidade.


