As promotorias de Defesa do Meio Ambiente de Londrina e Ibiporã (14 km a leste de Londrina) ajuizaram ontem pela manhã uma ação com pedido de urgência, solicitando a formação de uma equipe técnica multidisciplinar para estudar o vazamento de óleo no Ribeirão Lindóia. Essa comissão ficaria encarregada de identificar o responsável pelo derramamento, a extensão dos danos provocados e os riscos de contaminação do manancial de abastecimento de água para Ibiporã. A ação está sendo analisada pelo juiz da 10ª Vara Cível de Londrina, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura.
As promotoras Luciana Lepri Moreira, de Londrina, e Clemen Silva Gomes e Révia de Paula Lima, da cidade vizinha, alertaram que se ficar constatado o risco de contaminação da água, o abastecimento à população de Ibiporã deverá ser interrompido imediatamente. Especialistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), segundo Luciana Lepri, já se dispuseram a auxiliar nos trabalhos.
Na quinta-feira, as mesmas promotoras já haviam exigido que as empresas que compõem o pool de combustíveis – Esso, Texaco e Ipiranga – mais a Distribuidora BR apresentassem seus planos de contingência e emergência para casos de acidente. O plano, segundo Luciana, é previsto no Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima). Até o final da tarde de ontem, Luciana afirmou que as empresas não haviam entregue o documento solicitado. Ela também reclamou que até ontem não havia sido comunicada oficialmente do vazamento pelo Instituto Ambiental do Paraná
(IAP). (Colaborou Luciano Augusto)

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