James Alberti
De Curitiba
O Ministério Público (MP) do Paraná contestou a afirmação do gerente da Divisão de Resíduos Sólidos, Urbanos e de Saúde do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Laerty Dudas, que considerou equivocada a decisão de impedir a construção de aterros sanitários no Litoral do Estado. A assessoria do MP mandou fax à Folha no qual afirma que a decisão do ministério de impedir o início das obras foi baseada em laudo técnico da Universiade Federal do Paraná (UFPR).
Conforme o estudo da UFPR, ‘‘a área é arenosa e o terreno altamente permeável: qualquer líquido que atinja infiltrar-se-á lateral e perigosamente em áreas vizinhas’’. O laudo diz ainda que é por esta razão que as áreas arenosas são consideradas inadequadas para a instalação de aterros sanitários. O fax da assessoria afirma também que o Ministério Público não se opõe a construção de aterros sanitários e que o órgão simplesmente distingue um lugar apropriado de um inapropriado para a instalação do aterro.
O gerente do IAP tarificou sua discordância com a posição do Ministério Público. Dudas apresenta três razões para justificar sua postura. A primeira é que não há, segundo ele, área no mundo que seja ideal para receber um aterro sanitário. Para minimizar os problemas causados à natureza, o gerente afirma que existem técnicas da engenharia civil. A segunda razão, segundo ele, é que todas as técnicas estão contempladas pelo projeto aprovado pelo IAP.
A terceira razão é que o Litoral do Estado e do País, afirma ele, é arenoso, conforme teria indicado o laudo da UFPR.

mockup