MP investiga repasse a bombeiros
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2002
Lino Ramos Reportagem local 
A promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Solange Novaes Vicentin, entregou ontem ao comandante do Corpo de Bombeiros, Ariovaldo de Gouveia Sobrinho, um ofício solicitando os documentos sobre o repasse, utlização e a prestação de contas dos recursos do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). A taxa é paga pelo contribuinte junto ao carnê de IPTU e o Ministério Público (MP) instaurou procedimento administrativo para averiguar as contas do Funrebom em novembro do ano passado.
O comandante dos Bombeiros em Londrina esteve ontem de manhã no gabinete da promotora, colocando as contas do Funrebom à disposição do MP. Os comandos da corporação em Maringá e Foz do Iguaçu também são alvo de investigação do MP, que recebeu denúncias nos dois casos. Solange Vicentin esclareceu que em Londrina não existe denúncia específica. Estamos checando a regularidade da prestação de contas, o emprego dos recursos.
Gouveia disse que o envio das contas do Funrebon ao MP será uma oportunidade de mostrar que em Londrina o Corpo de Bombeiros tem uma administração transparente. Estamos à disposição para qualquer questionamento, a transparência sempre foi e será o princípio que conhecemos e primamos, afirmou. Eu avalio que (a investigação) é uma necessidade em razão de suspeitas levantadas sobre a forma de aplicação desses recursos.
O comandante, porém, mostrou-se preocupado com a interpretação do MP de Maringá de que os recursos do Funrebom não podem custear despesas de viagem. Segundo ele, o Estado só paga os salários da corporação. Ele avalia que esse tipo de gasto deve ser analisado como despesas de custeio, que giram entre R$ 60 mil a R$ 70 mil mensais.
O comandante disse ainda que desde 94, quando foi criado o Funrebom, o município deixou de repassar à corporação aproximadamente R$ 7,5 milhões. Estamos zerados em razão das dificuldades enfrentadas pela prefeitura, os repasses têm sido suficientes para o custeio, afirmou.
Gouveia disse que o uso das verbas do Funrebom é feita pelo município, após solicitação dos bombeiros e do procedimento administrativo adequado. Segundo ele, o Funrebom é dirigido por um conselho presidido pelo prefeito e integrado pelo comandante da corporação e os secretários de Fazenda e Governo, além de um representante da Câmara.
A auditoria da prefeitura também está no caso. O auditor Osvaldo Alves de Lima disse que analisa uma licitação feita com recursos do Funrebom.


